Como os museus favorecem o ensino de biologia

Museus e centros de ciências são espaços de grande relevância para as investigações no campo da educação científica.

Considerando isso, os museus são espaços de memória, pesquisa, cidadania, entretenimento e turismo, entretenimento e também um excelente espaço para educação não-formal.

Isso porque é considerado um instrumento atrativo que favorece o processo ensino-aprendizagem.

Para isso, o museu pode oferecer visitas guiadas, palestras, cursos, oficinas, mostra de filmes e exposições interativas.

Além de contação de histórias para os alunos e programas de capacitação para professores.

Os museus podem ser utilizados no ensino para investigar curiosidades ou pesquisar temas direcionados pelas escolas.

É interessante termos em mente quando levamos os alunos aos museus que, são espaços que contribuem para o ensino não só de conteúdos.

Também contribuem para a aprendizagem da construção social, da construção e divulgação do conhecimento.

Mas o que a biologia tem a ver com museu?

Tudo!

Os museus de história natural, de zoologia, de geologia, de botânica, de oceanografia contam a história da biologia.

Além disso, permitem que os aluno tenham contato com a biologia exposta de uma maneira diferente do livro didático.

Um exemplo são os dioramas, cenários que compõem a exposição de animais junto com as informações.

A forma como o objeto é apresentado procura fornecer elementos para compreensão de conceitos biológicos escolhidos com finalidade de divulgar ou até mesmo ensinar ciências.

Os objetos de um museu ilustram, demonstram ou exemplificam temas apresentados através de outros meios nas exposições – como os textos, os hipertextos ou os aparatos interativos.

Um outra forma de ensino dos museus é a possibilidade de manipular objetos.

Atualmente se propõe que os objetos de museus de ciência e tecnologia podem proporcionar interações do tipo hands on, minds on e hearts on.

Os seres vivos naturalizados existentes nas coleções biológicas são elaborados seguindo regras e técnicas que o tornam propício para o estudo da sistemática, da ecologia, do comportamento, etc.

Só visitar o museu já é o suficiente para o aprendizado?

Nem sempre já que a aprendizagem não é um fenômeno instantâneo.

Principalmente quando falamos de crianças e adolescentes.

Por isso a experiência após as visitas tão importantes quanto as vivências no museu.

Pensando nisso é importante planejarmos bem a visita ao museu com nossos alunos.

O que é importante pensar para planejar visitas em museus

É importante começarmos pensando qual o nosso objetivo em levar os alunos no museu?

É para introduzir um tema para discutir?

É para completar um assunto já discutido em sala de aula?

Outro ponto importante é que você conheça o museu e as atividades que o mesmo oferece antes de levar os alunos.

Isso possibilita que você consiga preparar atividades em conjunto com o museu ou preparar uma continuidade de informações e conceitos após a visitação.

O que o aluno precisa observar?

Tem alguma questão problema para ele resolver?

Vai fazer um relatório? Mas sobre o que? O que fazer com esse relatório depois?

Para quem quer conhecer museus para o ensino de biologia no Brasil, a USP tem vários, dentre eles o de Zoologia e o Oceanográfico.

A Unicamp também tem um museu de ciências com diversas atividades.

By |2018-12-05T21:04:13+00:0025.04.18|0 Comentários

Sobre o Autor:

Graduada em Ciências Biológicas (licenciatura) pelo Centro Universitário Claretiano de Batatais, Mestre em Ciências (ênfase Ensino de Biologia) pela Universidade de São Paulo. Trabalha com biologia geral, com ênfase em estratégicas didáticas e linguagem.

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