O que vem a sua cabeça quando ouve falar em cavalos marinhos?

Você sabia que todos os cavalos marinhos são classificados dentro de um único gênero?

Todos os cavalos marinhos são do gênero Hippocampus

E variam de 1 a 32 cm de comprimento na forma adulta.

Mas então como se diferencia uma espécie de outra?

Avaliando outras características!

Como por exemplo o tamanho do focinho, a altura da coroa, os espinhos da cabeça e do corpo, o número de anéis do tronco e da cauda e número de raios das nadadeiras dorsais e peitorais.

Além disso, os sexos têm diferentes formas!

Machos são geralmente mais magros e com menos espinhos possuindo uma bolsa incubadora na região ventral.

cavalos marinhos

Suas cores variam do preto ao amarelo e vermelho.

Dependendo da espécie e do local em que o animal vive.

A maioria das espécies de cavalo-marinho distribui-se em águas costeiras tropicais e subtropicais.

Na costa brasileira, estão distribuídas por todo o litoral.

E são encontradas em recifes, baías e bancos de algas, além de manguezais e lagunas.

O cavalo marinho de focinho longo H. reidi é o mais comum nos estuários brasileiros.

1) Cavalos marinhos, peixes diferentes

Isso mesmo, cavalos marinhos são peixes!

Peixes ósseos.

Ou seja, possuem o corpo coberto por placas ósseas.

Além de uma cabeça alargada com focinho tubular terminando em uma boca sem dentes.

Seu nado normalmente é lento.

Mas conseguem se livrar dos predadores graças a sua capacidade de se camuflar.

Ou seja, cavalos-marinhos são mestres da camuflagem!

Assim, conseguem mudar de cor rapidamente para se esconderem no ambiente em que se encontram.

E essa estratégia serve tanto para se defender quanto para caçar!

Além disso, sua cauda flexível permite que se prendam a diferentes substratos como corais, algas, raízes de mangue entre outros.

2) Origem do nome do cavalo marinho

A origem do nome vem do grego antigo, hippos (cavalo) e kampos (monstro marinho).

Isso porque os cavalos marinhos habitam o imaginário popular desde a mitologia grega.

Onde o “hipocampo” servia de companhia e montaria às nereidas (“sereias”).

E também como animal de tração na carruagem de Poseidon, Deus das profundezas do mar!

Além disso, estórias de enormes cavalos marinhos habitando um mundo subaquático nas ondas do oceano, são também uma provável fonte de inspiração para mitos envolvendo dragões.

3) Excelente exemplo de pai

Grande parte das espécies de cavalos-marinhos é monogâmica.

Ou seja, formam sempre os mesmos casais nas estações reprodutivas.

E os machos, não as fêmeas, possuem uma bolsa incubadora na parte ventral do corpo.

Assim, antes da cópula, o casal realiza uma corte bem elaborada (parecida com uma dança).

E, então, a fêmea transfere os ovinhos para dentro da bolsa do macho.

Em seguida, o macho libera seus espermatozoides dentro desta mesma bolsa e já está gravido!

Isso mesmo, é o macho quem gera os filhotes!

As reservas nutricionais são fornecidas pela mãe.

Mas é o macho que repassa os hormônios, vitaminas, cálcio, realiza as trocas gasosas e, ainda, os protege.

Quando os filhotes já estão formados, o pai tem fortes contrações e eles saem pela abertura da bolsa.

A partir dai, estarão sozinhos no mar.

Nascem de 100 a 200 filhotes em uma ninhada.

4) Habitat e alimentação dos cavalos marinhos

Os cavalos marinhos são carnívoros!

Assim, se alimentam de pequenos crustáceos e outros seres quase invisíveis, chamados de plânctons.

Os adultos podem também comer larvas de outros peixes.

E o mais curioso, é que se alimentam por meio de sucçã