Muita gente acha que semente e fruto são coisas sinônimas.

Mas não são.

Então o que pode ser considerado uma semente?

A semente pode ser definida como um óvulo maduro e fecundado.

E que, portanto, contém em seu interior uma planta embrionária e substâncias de reserva (às vezes ausentes).

Ambas protegidas por um ou dois envoltórios (casca).

Muitas vezes, o termo semente é aplicado impropriamente para designar certos frutos secos monospérmicos.

Chamamos de frutos monospérmicos os que apresentam uma única semente.

Como por exemplo, alguns cerais, pedaços de tubérculos de batatas, esporos de samambaias e de cogumelos.

As sementes apresentam basicamente uma estrutura única que participa da disseminação, proteção e reprodução das espécies.

E fruto?

Já o fruto, biologicamente, funciona como envoltório protetor da semente (ou sementes).

Esse envoltório que assegura a propagação e perpetuação das espécies.

O fruto, segundo a definição clássica, é o ovário desenvolvido e com sementes maduras.

Também pode ser conceituado como um órgão formado por um ou mais ovários desenvolvidos, aos quais podem se associar outras estruturas acessórias.

O fruto é constituído por duas partes fundamentais: o fruto propriamente dito, também chamado de pericarpo e a semente.

Todas as partes do fruto derivam da flor.

fruto

O pericarpo é originado da parede do ovário e apresenta três camadas:

Epicarpo: que é parte externa do fruto, conhecido também como casca.

Mesocarpo: a parte intermediária e mais desenvolvida.

É o mesocarpo que geralmente comemos.

E o endocarpo, a parte que reveste a cavidade do fruto.

Todo fruto tem semente?

Nem sempre!

É bastante comum a ocorrência de frutos sem sementes.

Tais frutos são chamados partenocárpicos.

Sendo produzidos por partenocarpia (processo responsável pela formação de frutos sem fecundação).

O desenvolvimento do fruto partenocárpico pode ocorrer sem que a flor seja polinizada.

São exemplos de frutos partenocárpico: tomate (Lycopersicum sp. – Solanaceae), pimenta (Piper sp. – Piperaceae) e banana (Musa paradisiaca – Musaceae).

Em outros casos, ocorre a polinização, mas os tubos polínicos não se desenvolvem completamente e não fecundam os óvulos.

Outro modo de ocorrer a partenocarpia consiste no aborto do embrião, antes que o fruto atinja a maturidade.

São exemplos: a cereja (Prunus avium – Rosaceae), a uva (Vitis sp. – Vitaceae) e o pêssego (Prunus pérsica – Rosaceae).

Além de reguladores de crescimento, também estão envolvidos na partenocarpia as condições do meio ambiente.

Tais como baixas temperaturas, altas intensidades luminosas e fotoperíodo (duração do dia).

Os diferentes frutos

Os frutos são classificados através de suas variadas características.

Quanto ao desenvolvimento do ovário, os frutos são classificados em simples, agregados e múltiplos.

Frutos Simples

Os frutos simples são originários de um só ovário e de uma única flor.

Os frutos simples podem ser do tipo seco ou carnoso.

Os frutos secos são os que possuem pericarpo pobre em água.

As substâncias nutritivas concentram-se na semente.

Os frutos secos classificam-se conforme a abertura do pericarpo, nos seguintes tipos:

Frutos deiscentes: são os que o pericarpo se abre durante o amadurecimento.

Um exemplo é a castanha.

Frutos indeiscentes: são os que o pericarpo não se abre naturalmente.

Como por exemplo a laranja.

Já os frutos carnosos possuem pericarpo rico em água e substâncias nutritivas.

Os frutos carnosos podem ainda ser classificados em baga e drupa.

Frutos que possuem várias sementes que são facilmente separadas do resto possuem baga.

São exemplos a goiaba, o mamão e melão.

Frutos que tem a semente envolvida por um endocarpo duro, também chamado de caroço, possuem drupa.

Por exemplo o pêssego, o abacate e a azeitona.

Frutos Agregados