Ensinar e aprender anatomia apenas lendo livros pode ser bastante abstrato.
Onde exatamente fica o fígado?
Quão grande é o coração?
O intestino realmente é tão comprido quanto dizem?
Ao desenhar o corpo humano com as próprias mãos, os alunos criam um mapa pessoal do corpo, facilitando a compreensão da localização, do tamanho relativo e da interação entre os diferentes sistemas.
O que transforma conceitos complexos de anatomia e fisiologia em uma experiência prática e visual.
Materiais necessários para desenhar o corpo
Passo a passo da atividade
Fase 1: A criação da silhueta o corpo
Os alunos podem trabalhar em duplas ou grupos não muito grandes.
Prenda uma folha grande de papel no chão ou na parede.
Um aluno deita-se de costas sobre o papel, com os braços e pernas ligeiramente afastados.
Outro aluno, então, contorna todo o corpo com um lápis ou caneta, criando a silhueta.
É importante manter-se imóvel durante o processo!
Ao levantar, o contorno do corpo estará no papel.
Os alunos podem reforçar esse contorno com um marcador permanente.
Fase 2: O mapeamento dos órgãos e sistemas
Esta é a parte central do aprendizado.
A silhueta é como uma “casa vazia” que será mobiliada com os órgãos.
Você pode optar por trabalhar um órgão ou sistema por vez, colocar todos os órgãos ou começar pelo sistema esquelético.
Dependendo da idade dos alunos e de qual conceito se pretende trabalhar, para evitar confusão é mais indicado fazer um sistema de cada vez, até completar todo o corpo humano.
O sistema esquelético é um excelente ponto de partida, pois serve como uma “armação” para os demais.
Neste momento você pode tanto fornecer modelos de referência como livros didáticos, atlas de anatomia, cartazes ou imagens impressas do corpo humano, quanto deixar livre para que os alunos desenhem de acordo com o que imaginam que seja as posições, tamanhos e formas.
Utilize cores diferentes para diferenciar os sistemas, por exemplo, vermelho para músculos, azul para veias, vermelho para artérias, amarelo para nervos.
Peça para os alunos escreverem o nome de cada órgão e os numerem, criando uma legenda.
Fase 3 – Aprofundamento
Cada dupla ou grupo pode apresentar sua silhueta para a turma, explicando a localização de alguns órgãos, por que escolheram aquela posição/tamanho (quando feito sem modelos de referência).
Promova uma discussão com perguntas como: “Por que o coração não fica no centro do peito?” ou “Alguém se surpreendeu com a localização de algum órgão? Por quê?”
“O que protege o coração e os pulmões?” (Levar os alunos a observarem as costelas que desenharam, introduzindo o conceito de proteção e estrutura oferecida pelo esqueleto).
É nessa hora que entram os conceitos de planos anatômicos, cavidades corporais, relação entre sistemas, e os próprios sistemas anatômicos.
É possível ainda trabalhar a relação forma-função.
Por exemplo, pulmões esponjosos e cheios de alvéolos (aumento da superfície para trocas gasosas).
Ou ainda tamanho relativo vs. importância funcional: Um órgão não precisa ser enorme para ser crucial, como por exemplo, glândulas endócrinas como a tireoide.
Essa atividade é uma ferramenta que coloca o aluno no centro do próprio aprendizado.
Ao preencher o contorno do seu próprio corpo (ou do colega) com ossos, músculos e órgãos, a anatomia deixa de ser uma coleção de nomes difíceis e se torna uma paisagem interna fascinante e compreensível.
É uma maneira ativa, criativa e profundamente eficaz de aprender sobre a máquina incrível que é o corpo humano.
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