A membrana plasmática separa a célula do meio extracelular.

Cabe-lhe portanto, proteger a célula contra possíveis agravos vindos do meio.

Além disso, é útil lembrar que dada a fluidez do citoplasma, este extravasaria se não fosse contido pela membrana.

A membrana separa a célula do meio mas não a isola.

Sendo viva, a célula necessita de contínuo intercambio com o meio.

A membrana possibilita este intercâmbio  por meio de um transporte de substâncias.

Um dos mecanismos de transporte constitui a permeabilidade celular.

A permeabilidade celular, nada mais é do que a passagem de substâncias pela membrana plasmática.

A membrana é dotada de permeabilidade seletiva.

Ou seja, é capaz de selecionar qualitativa e quantitativamente os materiais que entram e saem da célula.

Por isso, a presença de membrana estabelece uma diferença de composição entre os meios intra e extracelular.

Isto pode ser observado, por exemplo, no que diz respeito à concentração mais elevada dos íons sódio (Na+) e cloro (Cl-) que o intracelular.

Em contrapartida, é no meio intracelular que potássio (K+) e ânions orgânicos (A-) alcançam as suas maiores concentrações.

Esta diferença de concentrações iônicas gera um potencial elétrico através da membrana, verificando-se ser a face extrema eletropositiva e a face eletronegativa.

A entrada e saída de materiais na célula nos obriga a admitir a presença de poros, embora estes não sejam visíveis através da microscopia eletrônica.

Há contudo, evidências da existência desses: moléculas pequenas atravessam a membrana mais facilmente que moléculas grandes, e também, moléculas são transportadas mais facilmente que íons.

Este último fato sugere inclusive que os poros sejam dotados de carga elétrica.

Os processos de troca entre a célula e o meio externo podem ser agrupados em três categorias:

Para podermos entender esses troca, precisamos ter um pouco de noção de concentração de uma solução.

Concentração de uma solução

Moléculas dissolvidas em água ou em qualquer outro líquido formam uma solução.

Dissolvidas recebem o nome de soluto (por exemplo: açúcares, íons, aminoácidos).

E o líquido nome de solvente (por exemplo: água).

A quantidade de soluto dissolvida em uma quantidade de solvente nos dá um valor de concentração de uma solução.

A concentração de uma solução é tanto maior quanto mais dissolvido em  uma mesma quantidade de solvente.

membrana

A permeabilidade passiva

Permeabilidade passiva é o transporte de substâncias pela membrana sem que exista consumo de energia.

Pode ser explicado por dois processos: a difusão e a osmose.

Difusão

A difusão corresponde ao movimento de partículas de onde elas estão mais concentradas parar onde estão menos concentradas, a fim de igualar a  concentração.

Através da membrana plasmática há difusão de pequenas moléculas, como as de oxigênio e as de gás carbônico e de certos íons.

Difusão facilitada

Um processo especial de difusão é o que ocorre no transporte de substâncias não solúveis na membrana como, por exemplo, a glicose.

Neste caso existem transportadores solúveis na membrana.

Assim, a glicose liga-se a um destes transportadores, torna-se temporariamente solúvel e atravessa a membrana.

Esse processo recebe o nome de difusão facilitada, e através dele, a membrana pode controlar o tipo de substância que entra e sai na célula.

A difusão facilitada ocorre através das membranas lipoproteicas.

Nesse tipo de difusão, algumas proteínas da membrana, chamadas permeases.

Essas proteínas atuam facilitando a passagem de certas substâncias que, por difusão simples, demorariam muito tempo para atravessar a membrana de modo a igualarem suas concentrações.

Esse processo é particularmente comum no movimento da glicose, de alguns aminoácidos, de vitaminas e de alguns íons, como o cálcio, o cloro, o sódio e do potássio.

Osmose