Os vírus são pequenos organismos visíveis em sua imensa maioria apenas com microscópio eletrônico.

Carregam uma quantidade mínima de material genético constituído por uma ou várias moléculas de DNA ou RNA.

O material genético é protegido por um envoltório proteico, o capsídeo.

Em alguns há também mais um envoltório externo ao capsídeo, composto de uma bicamada fosfolipídica e por proteínas imersas nessa bicamada.

Os vírus não possuem organização celular nem organelas ou ribossomos.

Não são capazes de produzir sua própria energia metabólica e precisam necessariamente invadir e controlar uma célula para poder se replicar e se dispersar, sendo considerados parasitas intracelulares obrigatórios.

Aminoácidos, nucleotídeos, ribossomos e energia metabólica são obtidos a partir de seus hospedeiros.

Além disso, diferentemente dos organismos formados por células,  são incapazes de crescer em tamanho e de se dividir autonomamente.

Organismos vivos ou não vivos?

Existe um grande debate em que se discute a origem dos vírus, sua classificação e até mesmo se representam um tipo de organismo vivo.

O que sabemos certamente é que as partículas virais são organismos naturais sujeitos a todas as forças evolutivas.

Inclusive mutação, recombinação, seleção natural e derivação gênica.

Por isso, a tendência é considerá-los como formas particulares de vida.

Há também um grande debate sobre a origem dos vírus.

Atualmente há duas grandes correntes: a que considera os vírus como derivados de seres celulares e, portanto, mais recentes na árvore da vida, e a que considera os vírus como as primeiras formas de vida.

Independentemente dessas dúvidas sobre a origem dos vírus, eles representam uma importante força ecológica.

Pois parasitam todo tipo de vida na Terra, inclusive micro-organismos, como unicelulares eucariontes, bactérias e arqueias.

Como é um vírus?

Os vírus são organismos com alto grau de redução estrutural.

São, em geral, extremamente pequenos.

Os vírus mais simples, chamados de não envelopados.

São compostos apenas de material genético envolto por um capsídeo proteico.

Em geral, dentro do capsídeo está localizado apenas o material genético.

Mas podem estar presentes também algumas proteínas que serão essenciais para a invasão da célula hospedeira.

Alguns vírus podem também utilizar parte da membrana da célula hospedeira para recobrir a parte externa do capsídeo.

Esses são conhecidos como vírus envelopados.

O envelope é, em geral, composto da bicamada fosfolipídica da membrana celular da célula hospedeira, associada
com proteínas de origem viral.

Um exemplo de vírus que possui envelope é o HIV.

O material genético (ou genoma) dos vírus pode ser organizado de diversas formas.

Sendo essa uma característica dos vírus diferente de qualquer outro grupo biológico.

Podem ser de DNA (ácido desoxirribonucleico) ou RNA (ácido ribonucleico).

Por exemplo, o HIV é um vírus que utiliza RNA como material genético.

Enquanto o vírus da catapora utiliza DNA.

vírus

Em termos de formato, os genomas virais podem estar organizados:

  • em círculos (por exemplo, algumas formas de vírus da hepatite B),
  • podem também ser lineares (como o HIV) ou
  • até mesmo ser compostos de diversos pequenos fragmentos lineares (como o vírus da gripe).

O genoma viral pode ainda estar organizado como uma fita simples ou uma fita dupla.

Todas essas formas são independentemente do tipo de ácido nucleico utilizado.

Essa variedade de organização são atribuídas às diferentes estratégias que utilizam para penetrar células.

Como vírus se replicam